Economista mostra como organizar as contas de começo de ano

Em caso de parcelamento, opte pelos mais curtos, de seis até 12 vezes

Passadas as festas e a empolgação de final de ano, chega 2012 trazendo as despesas tradicionais da época, como IPVA, IPTU, material e uniforme escolares. Segundo o economista Júnior Guedes o brasileiro não tem por cultura poupar e a maioria das famílias passa dificuldade nesse período. Haja criatividade para equilibrar o orçamento.

E para colocar as contas em dia devido aos gastos exagerados do fim de ano é tentar ao máximo pagar as contas à vista. De acordo com o especialista os descontos de 2 e 3% fazem sim muita diferença. “Negociando um preço melhor nessa condição, os pequenos descontos parecem pouco, mas somados podem fazer muita diferença no final”, explicou.

A antecipação de pagamento do IPVA e IPTU são dois casos diferentes. O IPVA vale a pena pagar à vista, pois as aplicações financeiras, principalmente a poupança não acompanham o desconto oferecido que é em média de 3%.

Já no caso do IPTU a coisa muda, por se tratar de um parcelamento de prazo mais longo o desconto que é de 6% é praticamente nivelado. “Depende do grau de endividamento, se já estiver complicado o parcelamento é mais indicado. Se não o pagamento à vista é sempre a melhor opção”, recomendou.

No caso de novas despesas como material e uniforme escolares o ideal é o consumidor fazer as contas dos parcelamentos que já tem, junto às despesas mensais. Tudo isso não pode ultrapassar o teto de 60 a 70% da renda mensal e os parcelamentos devem ser de seis a 12 vezes no máximo.

Outra dica importante que Júnior Guedes passa é não entrar no cheque especial ou gastar a mais no cartão de crédito. A solução mais rápida e coerente é somar todas essas contas e fazer um refinanciamento do total, contratando os juros do CDC, por exemplo, que tem taxas menores. “Para os bancos, quanto maior o prazo, mais amplo o risco, consequentemente maior os juros cobrados”, completou Guedes.

.

Família leva contas na ponta do lápis

A família Paulo termina e começa os anos assim, entre planilhas e uma boa calculadora, já que ao menos 50% do dinheiro extra que entra neste período é guardado para cobrir as tradicionais contas do início do ano.

A auxiliar de marketing Elizabeth Fares Paulo confessa que abre mão de algumas regalias no final do ano e economiza nos presentes para não esbanjar. “Acostumamos a reservar um pouco do 13º salário para quitar algumas contas do novo ano e sempre tiro férias em janeiro. É o que salva o orçamento nesse período”.

Quem controla as contas é o esposo, o coordenador de frota Sílvio Paulo, que leva todas as despesas anotadas em uma planilha durante o ano. Nesta época as anotações são ainda mais indispensáveis. Cada imposto ou receita é acrescentado para cálculo.

Todos os anos alguns trabalhos extras também surgem para engordar o orçamento da família. Mesmo com único filho, Rodolfo, que prepara as malas para morar fora. A família afirma ainda que o orçamento ficará apertado até a estabilidade do estudante na nova cidade.

Mas nem sempre foi assim, a família passou por maus momentos e os erros foram ensinando a poupar e não se levar pela empolgação das festas.

“Ano a ano fomos aprendendo que o 13º salário é mais para poupar do que para gastar. E que as contas do início de ano não cabiam no orçamento mensal.”




Compartilhe



0 Comentário(s)

    Escreva o seu comentário